Tudo o que você precisa saber sobre Startups

 

O conceito do termo startup vai muito além do que a sua terminologia. O sentido de dar início a algo ganha proporções mais elevadas quando relacionado ao espírito empreendedor de indivíduos que esperam a oportunidade para ascender no mercado e decidem por assim, começar como uma empresa startup e aceitar o desafio de obter a projeção de crescimento tão esperada, para então se tornar tão sólida quanto empresas que já passaram dessa fase, como por exemplo, a própria Google, a Apple Inc e o Facebook.

Mas será que startup é realmente só uma fase? Em busca da definição perfeita, pode ser fácil se perder em meio a tanta informação disponível, visto que, o tema é bastante complexo e instigante. Mas afinal, o que é essa estrutura de negócio que vem expandindo empresas e transformando-as em unicórnios nítidos (empresas que possuem avaliação superior ao valor de 1 bilhão de dólares) como por exemplo, a famosa Nubank, o Ifood, a PagSeguro e o 99 Pop, além de dar a elas o poder de movimentar a economia brasileira?

Título: Startup.
Fonte: Freepik.

 

Startup é o termo dado ao sentido de começar algo, mas no mundo empresarial, o sentido da palavra é bem mais complexo. Aqui no Brasil, a popularização dessa estrutura começou através da explosão da chamada bolha da internet, que começou a inflar nos Estados Unidos (1995 – 2001) e terminou por se espalhar ao redor do mundo.

Tal bolha também é chamada de especulativa, pois surgiu a partir do acentuado investimento de diversos acionistas em empresas “ponto com”, ou seja, empresas que possuíam suas estruturas estabelecidas no mundo virtual, este que prometia crescimento expansivo e ilimitado, além de uma nova economia anticíclica e livre. Considera-se esse, um período marcante para a consolidação do termo startup, e também para a tendente associação dos indivíduos de empresas startups com a tecnologia e a internet.

 

Título: Mapa interligado.
Fonte: FreePik.

  

Contudo, ao contrário do que muitos empreendedores acreditam, ser uma empresa startup não se restringe apenas ao meio virtual e tecnológico, o vínculo é provido, além da disseminação do termo através da bolha da Internet, também por meio da relação que possui com inovação e ruptura. Essas são as principais características que definem uma empresa startup, e permitem empreendimentos muito aquém do ambiente virtual, transformando ideias em empresas físicas de alto crescimento escalável.

Mas como identificar uma startup? Quais características permitem a entrada de uma empresa dentro dessa categoria? Primeiramente, é importante afirmar que para ser um startup é preciso, como já foi citado anteriormente, ser inovadora, repetível, escalável e, com certeza, estar em um ambiente de extrema incerteza. Isso porque, a startup trabalha com o empreendimento consistente, ou seja, a desenvoltura do produto certo para atender o público certo, a fim de obter um alto crescimento seguido de um baixo custo de operação, e raramente, isso é de fácil previsão.

      – Inovadora

A inovação é imprescindível para a abordagem desse mercado, porém, inovar nem sempre deve ser sinônimo de inventar. A startup precisa estudar o seu público – alvo com o intuito de entender suas dores, descobrir suas necessidades, para que a partir daí, possa-se montar um produto ou serviço que atenda exatamente ao que o consumidor deseja. Esse talvez seja um dos pontos mais trabalhosos, por estar diretamente ligado à validação do público e exigir uma carga maior de atenção e uso de recursos, tanto humanos quanto financeiros, para colher dados da população, refiná-los e aplicá-los novamente no desenvolvimento do produto.

      – Repetível

Ser repetível está ligado à possibilidade de tornar seu produto ou serviço aplicável mais de uma vez, de maneira que, sua reprodução, em alta expansão, não altere proporcionalmente os custos da empresa e nem demande de altas adaptações.

      – Escalável

A escalabilidade de uma startup é o ponto chave de transformação da mesma, esse é um dos principais fatores que são responsáveis por influenciar a consolidação de uma startup e a transformação da mesma em uma empresa totalmente independente e autossustentável. A escala de uma startup é medida por meio do seu crescimento, sem que o mesmo demande altos custos e nem influencie no modelo de negócio (fator responsável por gerar valor e entregar resultados tanto para a empresa quanto para os investidores por trás dela) da mesma.

      – Ambiente de extrema incerteza

Um ambiente de incerteza é sem dúvidas o fator que mais preocupa os “startapeiros”, pois acompanha a empresa desde o seu processo de criação, formação, até sua solidificação. Por se tratar de produtos inovadores, raramente o empreendedor terá ciência se o seu negócio tem chance no mercado, o que termina por conduzí-lo a um “caminho vendado”, no qual as chances do indivíduo são totalmente inesperadas. É nesse ponto, em que muitas empresas, por não possuírem uma boa gestão dos seus interesses de mercado, podem ser conduzidas ao declínio.

 

 

Todos esses aspectos também são base para a criação de uma Startup enxuta (Lean Startup), sendo este o modelo que visa, a máxima redução de custos e tempo na elaboração do produto e maior foco no desenvolvimento e teste do MVP (Minimum Viable Product – Mínimo Produto Viável) que será conduzido para avaliação dos consumidores a fim de aprová-lo. Caso ocorra a desaprovação por parte do público, o produto terá que retornar para seu estado base, para que seja aperfeiçoado e desenvolvido novamente até que consiga alcançar o chamado product x marketfit (produto x ajuste de mercado) ou seja, até que o produto esteja devidamente encaixado nas necessidades do mercado. Caso ocorra rejeição do produto novamente, o gestor deverá dar início ao processo de pivotagem, que consiste em voltar para o papel e pensar em novas ideias para serem testadas. Esse processo deve ser refeito até que o modelo se encaixe perfeitamente.

Título: Quebra-cabeça dos negócios.
Fonte: Vecteezy.

 

Ademais, outro aspecto a ser discutido é o modelo de negócio da empresa (startup), que, como já citado, é a forma com que a empresa consegue gerar valor para os consumidores a fim de aumentar o lucro tanto para a empresa quanto para os investidores que dão suporte para a mesma.

Dentre os modelos podem ser citados o:

      – B2C (Business to Consumer), nesse caso a empresa fornece o produto diretamente para o                               consumidor final (pessoa física).

      – B2B (Business to Business), a relação ocorre entre empresas (pessoas jurídica).

      – B2B2C (Business to Business to Consumer), a relação de troca acontece entre empresas, porém                   possui-se o intuito de atender o consumidor final.

      – B2G (Business to Government), aqui a empresa fornece seus produtos diretamente para redes do               governo. Um exemplo nítido é a relação entre empresas automobilísticas com os órgãos de segurança           nacional, como policiais, no fornecimento de carros para serem utilizados como viaturas.

      – C2C (Consumer to Consumer) indica também a comercialização de consumidores, sendo ambas as             pessoas físicas.

Ademais, além de saber escolher bem o seu modelo de negócio, é importante dar atenção aos investidores, afinal, uma startup é uma empresa que precisa de muito apoio financeiro, além de mentorias e apoio para infraestrutura e, a menos que o gestor já possua tal capital de risco para investir, a empresa necessitará de suporte externo.

Existem diversos tipos de investidores, mas os mais notáveis são os Investidores-Anjo (pessoas físicas que possuem capital, geralmente especulados em R$300.000 e que possuem disposição para investir em ideias promissoras e lucrativas), os Seed Money (basicamente, este é um fundo de capital formado por diversos acionistas/investidores a fim de tracionar o produto de uma empresa com o intuito de escalar, através do investimento de, em média, R$500.000), e, os Series A (O investimento é feito em torno de R$2.000.000, e é aplicado apenas em empresas de projetos bem estruturados e que, geralmente, já possuem um solidez maior no mercado).

Título: Fundo de Investimentos.
Fonte: Shutterstock.

 

Dessa forma, é necessária bastante robustez para convencer qualquer tipo de investidor a aplicar o seu capital em uma startup. Para isso, um bom Pitch (similar a um portfólio e possui o intuito de representar toda a estrutura planejada para a Startup) é imprescindível para uma boa apresentação para acabar em uma possível parceria.

 

DICAS

– Aposte na formulação de um bom pitch! Lembre-se que o investimento não é o principal, mas a sua          ideia não sai do papel sem ele.

– Estude bem seu público – alvo: entenda suas necessidades para explorar as oportunidades                            disponíveis.

– Visite o site da associação das Startups (ABStartups). Lá você poderá encontrar informações                          essenciais  para a sua sobrevivência nesse novo mundo, como por exemplo, mentorias, dados sobre as          mais de 12.000 Startups atuantes no Brasil e muito mais.

– Pesquise as incubadoras e aceleradoras da sua região, para receber apoio na criação e formação            da sua ideia.

– Saia da caixa! Inovação é sinônimo de Startup.

– Foque nos fatores críticos para o sucesso da sua startup, escolhendo bem o seu time de                        operação, em relação a todas as áreas, e também seus associados, que devem estar alinhados com o            propósito da empresa.

– Cuidado com as pedras no caminho! A fundação Dom Cabral afirma que 25% das                                   Startups  “morrem” no 1° ano de vida e 50% em até 4 anos de atuação, a justificativa? Excesso de             sócios, muito investimento inicial e o ambiente em que a empresa está inserida.

• Por Maili Rodrigues


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