Payback: entenda como calcular o retorno sobre o seu investimento.

Segundo o site do SEBRAE, em 2012, à taxa de mortalidade das empresas com até dois anos foi de 23,4%. Isso quer dizer que a cada 100 empresas, mais de 23 delas fecham as portas em menos de dois anos. Mas qual a justificativa?

 O SABRAE foi em buscas de respostas e, realizou uma pesquisa com mais de 2.006 empresas, sendo elas ativas ou inativas. Na pesquisa foram abordados alguns motivos mais comuns como: Situação antes da abertura (o tipo de ocupação do empresário, experiência no ramo de atuação da empresa e motivação para abrir o negócio), planejamento do negócio, gestão do negócio e capacitação dos donos em gestão empresarial. A pesquisa apontou que não existe um fator determinante, mas um conjunto de fatores que levam a mortalidade das empresas. A pesquisa encontrou o fator mais comum entre as empresas que fecharam em menos de dois anos, sendo ele: a proporção maior de empresários que resolveram iniciar um negócio depois de perderem seus empregos, com pouca experiência no ramo de atuação da empresa e que passaram menos tempo planejando o negócio.

 

Sabemos o quanto o planejamento é fundamental para qualquer projeto ou negócio. Portanto, conhecer as ferramentas necessárias do planejamento é um fator que deve ser considerado.

 Entre as diversas ferramentas de planejamento existe o Payback. O Payback é o tempo de retorno do investimento inicial que foi aplicado no negócio ou projeto. É exatamente quando o lucro acumulado se equipara com o valor do investimento inicial. O Payback ajuda o gestor a identificar o tempo necessário que o investimento inicial levará para retornar ao seu bolso. Vale lembrar que o retorno pode variar já que depende do porte e segmento da empresa.

 

O fator mais importante para o cálculo do Payback é o fluxo de caixa. Devem ser registrados no fluxo de caixa os recebimentos (toda venda à vista e a prazo, duplicadas, entre outros), pagamentos (pagamento de duplicatas, despesa, compras à vista e a prazo entre outros) e previstos (o último pagamento e recebimento conhecido). Vale ressaltar que o preenchimento equivocado do fluxo de caixa poderá causar impactos no resultado do Payback, sendo assim, para entender como funciona o fluxo de caixa, sugiro que visite o nosso conteúdo sobre fluxo de caixa clicando aqui.

 

O cálculo do Payback

Existem duas formas de se calcular o Payback, sendo elas; Payback nominal (simples) e Payback com atualização de valores (descontado). A principal diferença do descontado para o simples é que no Payback descontado é levado em consideração o dinheiro no valor presente e fluxo de caixa após o retorno do investimento.

 No Payback nominal (simples), o cálculo é feito da seguinte forma: Suponhamos que uma empresa, de fabricação de pisos, pretende comprar uma nova máquina responsável pela embalagem dos pisos no valor de 9 mil reais. Essa nova máquina irá permitir uma redução no consumo de energia em 500 reais por mês. Vamos aos cálculos:

 

Payback = Investimento (9 mil reais) dividido sobre o retorno em redução de energia por mês (500). 

 

Payback = 9.000 = 18

                    500

 

Sendo assim, o Payback é de 18 meses.

 

Já no Payback com atualização de valores (descontado), o cálculo leva em consideração uma taxa de desconto, normalmente anual, e o VPL. Sobre a taxa de desconto, a TMA (taxa mínima de atratividade) é uma das mais utilizadas, sendo definida pelo próprio investidor. A taxa de desconto define a porcentagem mínima que o mesmo deseja de retorno para o investimento que irá realizar. Já o VPL é o valor presente líquido do dinheiro que deseja analisar projetando os próximos anos. O VPL será fundamental para identificar o valor do dinheiro no período analisado, ou seja, identificar o poder de compra do dinheiro naquele período. Irei utilizar um exemplo utilizando uma TMA em 10%, VPL em 6 anos, um investimento inicial de 10 Mil e um fluxo de caixa fixo de 2.500.

 

A fórmula que deverá ser utilizada é a de juros compostos: FV = PV .(1+i) ᴺ

 

FV é o valor futuro

PV é valor presente, ou descontado

i é a taxa de desconto

n é o número de períodos

 

PV = FV__

    (1+i) ᴺ

 

Exemplo: FV= 2.500, n= 1, i= 10% =10/100 = 0,10.

 

PV = __2500_

     (1+0,10) ¹

 

PV = 2500

      1,10

PV = 2272,73.

 

Todo o cálculo é realizado da mesma forma com todos os períodos (de 1 a 6). Sendo assim, encontramos todos os fluxos descontados e, posteriormente, realizamos o cálculo, acrescentando, individualmente, cada período do fluxo descontado, iniciando com o período 0 (o valor do investimento em negativo), que terá como resultado o saldo de caixa. O saldo de caixa é o momento que será identificado o Payback.

Conseguimos identificar que o saldo passa a ser positivo no ano 6. Sendo assim, o Payback está dividido entre o ano 5 e 6. Para realizar o cálculo, iremos considerar o último ano negativo (5) e o seu saldo (-523,03) dividido pelo fluxo descontado do período seguinte (1.411,18).

 

5 + (523,03 / 1.411,18) =

 

5 + 0,371 =

 

Payback 5,371 anos.

 

Como todo método ou estratégia possuem pontos positivos e negativos, com o Payback não é diferente.

 

Pontos positivos do Payback

– A sua facilidade, por ser um método simples de aplicar e de ser entendido;

– Recomendável para avaliar projetos com tempo limitado;

– Aplicável em projetos com alto risco elevado;

– A utilização do método ajuda a tomar decisões mais assertivas, o que é de grande importância em momentos turbulentos no cenário de crise.

 

Pontos negativos do Payback

– Se limita à períodos calculados;

– O método precisa ser utilizado simultaneamente com outros indicadores financeiros (Retorno sobre investimento, Valor presente líquido e Taxa interna de retorno).

 

Conclusão

O Payback te ajuda a decidir sobre qual investimento é mais atrativo para empresa ou projeto, porém o método precisa ter como base alguns indicadores financeiros que são fundamentais para sua resolução. O Brasil ainda se recupera dos anos anteriores no qual viveu sobre fortes crises e, atualmente não demonstra uma retomada na economia, trazendo cenários de incertezas. Sendo assim, o Payback aplicado sem auxílio de outras ferramentas pode trazer consequências negativas.

  • Luiz Eduardo

O QUE ACHOU DO ARTIGO?

Deixe suas dúvidas nos comentários ou entre em contato conosco para que possamos ajudá-lo! Você também pode agendar um diagnóstico gratuito clicando aqui ou entrando em contato através do telefone (71) 3273-8508.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cresça seu Negócio com Nossos Materiais

Em um mundo cada vez mais digital e exponencial, estar conectado a todas as tendências de gestão é um imenso desafio. Mas, existem opções confiáveis e a Primus Consultoria é uma delas.
Deixe seu e-mail e esteja sempre atualizado.