Fora da caixa e de casa, conheça: Mídia Out Of Home

 

“O uso da Out Of Home expande, de maneira exclusiva, o alcance do conteúdo de transmissão”

 – Kevin Henry, chefe de conteúdo da Ocean

 

A dita mídia out of home é mais familiar do que a sua própria nomenclatura. É possível percebê-la através de atos rotineiros, como por exemplo, estando a caminho do trabalho, voltando para casa, ou viajando com a família e se deparando com gigantescos outdoors expondo propagandas das mais diversas tipificações. Este é o exemplo clássico de Out Of Home, e talvez até o mais antigo desse setor, porém, o que grande parte das pessoas desconhece é o fato dessa mídia ser considerada o terceiro maior meio de comunicação midiático que impacta significativamente no público, e que vem deixando o apelido de “antiquada”, cada vez mais, para trás. 

Título: Imagem 1 – Chicago Motor Club Billboard.
Fonte: Carros antigos, 2012.

 

A expansão da OOH (Mídia Out Of Home) veio como produto da crescente mobilidade urbana, tanto devido ao novo mundo e sua industrialização, que proporcionou ao indivíduo a entrada no mercado de trabalho, quanto a necessidade de reinvenção das formas de transmissão de conteúdos publicitários. Desta forma, surgiu-se o novo canal de divulgação, que alcançaria o consumidor até mesmo fora de sua casa, a OOH. 

 

A novidade surpreendeu os consumidores que se encontravam fartos das mesmas formas de divulgação utilizadas pelas empresas, e acabou se tornando muito popular entre o meio comercial. Tal popularização tornou-se tão ativa, que foi necessário a criação de leis para regulamentar a exposição dos conteúdos, assim surgia a lei Cidade Limpa (SP), que visava dinamizar o uso da OOH, de maneira que sua exposição não se tornasse uma poluição visual para os consumidores. 

 

Mas, por que utilizar a OOH se ela é tão antiga assim? Será que realmente é a melhor forma para estar presente na mente do público da minha empresa? 

Se você está pensando, ou já pensou, em algumas dessas perguntas, saiba que a resposta é, sim! Atualmente, existem diferentes formatos de OOH, condensados em duas principais vertentes deste método de divulgação: A Tradicional e a PlaceBased, ambas visam agregar valor publicitário para as empresas.

 

PlaceBased (Baseado no lugar)

 

Engloba locais mais restritos, como lojas, lotéricas, shoppings centers, meios de transporte, bancos e até mesmo supermercados. Geralmente, o foco é mantido em locais onde se pode praticar a “espera forçada”, na qual, na maior parte dos casos, o indivíduo tende a prestar mais atenção nos detalhes expostos ao seu redor. Um exemplo comum são as filas de supermercados ou as recepções de hotéis. 

 

Esta vertente é utilizada de maneira estratégica pelas empresas por atingir um determinado segmento, sendo possível fragmentar e expor o conteúdo de acordo com o público dentro do espaço delimitado. Por exemplo, supondo que o Shopping X é frequentado, em sua maioria, pela classe A, e o Shopping Z é frequentado, em sua maioria, pelo público da classe C, uma empresa que tem ciência de que seu produto/serviço é destinado a classe C, apenas perde dinheiro realizando um investimento no Shopping X, uma vez que, seu consumidor não frequenta aquele espaço. 

 

Tradicional

 

Porém, não apenas a PlaceBased possui a capacidade de segmentar o seu público, muito pelo contrário, a OOH Tradicional, destinada aos espaços considerados ao “ar livre”, como por exemplo, ruas, avenidas, pontos de ônibus, e até mesmo, os parques, também possuem tal habilidade. A implementação de estruturas OOH deve ser realizada através de um estudo que mapeia o público que deseja ser atingido, para que, existe sentido na divulgação de um conteúdo tanto para a empresa quanto para os consumidores. 

 

Desta forma, um exemplo que evidencia o sucesso de uma OOH bem posicionada é o caso da Mc Donald’s, que estrategicamente posicionou um outdoor na França, com o informativo da distância exata em que o consumidor se encontrava até a próxima filial da loja: 5 KM. Além disso, ao lado a marca colocou outro informativo divulgando a distância do consumidor até a sua principal rival, a Burguer King, que se encontrava a 258 KM do local de partida, em conjunto com toda a rota que o indivíduo teria que fazer para chegar até a unidade da BK. 

 

Título: Imagem 2 – Outdoor Mc Donald’s.
Fonte: Shifter, 2016.

 

É evidente que a propaganda possuía cunho rival, mas pode-se ver através das ações da Mc Donald´s, que sua atitude em expor um informativo com esse conteúdo teve total sentido com a localidade escolhida para a efetivação do cartaz, conseguindo assim, satisfazer o objetivo da marca: atrair mais consumidores.

 

“Gostamos de despertar conversas que aproximam marcas e pessoas”

– Rapha Jimenez, diretor comercial da Elemidia.

 

Por estar 100% exposta, principalmente em avenidas, as estruturas tradicionais sentiram a necessidade de se adaptarem ao meio em que estavam. Logo, tornou-se imprescindível o mergulho desse setor, na revolução tecnológica, assim surgia a DOOH (Digital Mídia Out Of Home). O principal intuito dessa nova vertente seria o desenvolvimento de maior interação e conectividade com o consumidor, além de, tornar a mídia, metricamente mais fácil de mensurar. 

 

Outdoors, painéis e pôsteres passaram a ser monitorados e comandados por softwares ou hardwares que conseguiam dar um ar moderno para a estrutura, além de promover, em alguns casos, até mesmo, a interação com o público. Dessa forma, a tecnologia pôde dar espaço a maior relação entre marca e consumidor. 

 

Título: Imagem 3 – Painel Interativo Colégio PH.
Fonte: ACESSOOH, 2016.

 

Um exemplo que chamou muita atenção foi o caso do Colégio PH, que dispunha também de um curso pré-vestibular e para conseguir atingir ainda mais o seu público, geralmente formado por jovens de 16,17 ou 18 anos, instalou um painel touchscreen interativo no ponto de ônibus a poucos metros do Colégio. O painel possibilitava que, o público respondesse a questões relacionadas ao conteúdo dos vestibulares, para que assim, os mesmos pudessem estar testando suas habilidades. Ao final de cada rodada, o participante, caso não acertasse as perguntas e perdesse o jogo, recebia a seguinte mensagem “Não desista, venha para o curso pré-enem PH para alcançar o seu #PASSEBEM”. Através dessa estratégia, a marca conseguiu se conectar ao indivíduo e consequentemente tornou o processo de indução de compra muito mais fácil. 

 

Mas afinal, qual a melhor estrutura que você deve utilizar para que sua empresa possua visibilidade e consiga alcançar os resultados esperados? Agora que você já entendeu o conceito da mídia Out Of Home, é hora de entender as estruturas que compõem este cenário. 

 

Exemplos de Out Of Home

– OUTDOOR

Mídia posicionada em ruas ou avenidas, geralmente em seu formato de 9×3 e com material da estrutura principal de ferro e o informativo impresso em papel e exposto junto a lona. 

Título: Imagem 4 – Chicago Motor Club Billboard.
Fonte: Carros antigos, 2012.

 

– BACKLIGHT 

Mídia em forma de painel de estrutura metálica, na qual a iluminação é transmitida por trás de uma lona translúcida que fica sob o papel com o informativo impresso. 

Título: Imagem 5 – Tela Backlight Coca-Cola.
Fonte: Imprenta Web.

 

– FRONTLIGHT 

Mídia em forma de painel de estrutura metálica, formada por estrutura fechadas, impressas em papel, geralmente em tamanho 6×3 ou 3,5×5,5, e iluminadas pela parte frontal da peça.

Título: Imagem 6 – Frontlight.
Fonte: NeonVegas.

 

– BACKBUS OU BUSDOOR

Mídia que se propaga por meio da circulação dos ônibus, geralmente são posicionadas ao fundo do veículo, mas também pode vir em suas laterais. 

Título: Imagem 7 – Backbus Brasilux.
Fonte: LH Publibus.

 

– EMPENA

Mídia exposta geralmente em parede de edifícios, tais paredes devem ser “cegas”, ou seja, sem janelas, para que o anúncio possa ocupar todo o espaço disponível. Na maioria dos casos estes anúncio possua uma dimensão muito ampla, então, em alguns lugares não há permissão para o uso desse tipo de mídia devido à alta poluição visual que o meio propaga.

Título: Imagem 8 – Empena Unimed.
Fonte: Fehet Blog.

 

– PAINÉIS DIGITAIS

Associados à tecnologia, esses painéis além de provocar senso de modernização, podem ser facilmente controlados através de softwares ou hardwares. 

Título: Imagem 9 – Painel Digital Cada Segundo Com Floripa Vale A Pena.
Fonte: LedWave.

 

– PAINÉIS INTERATIVOS 

Associado a tecnologia remota, esse tipo de mídia é utilizado com o intuito de se adaptar ao meio em que está alocado, interagindo e reagindo ao mesmo, de maneira que, possa se conectar com o consumidor. 

Título: Imagem 10 – Painel Interativo Exército de Salvação.
Fonte: Comunic Art.

 

Vantagens

Dessa forma, como conclusão, pode-se explanar algumas das vantagens que a OOH pode trazer para a sua empresa, são elas:

– Visibilidade e alcance

– Interatividade com o público

– Métricas de possível mensuração

– Custo benefício atingível

 

Dicas

Além disso, separamos algumas dicas que vão te ajudar nesse processo!

      – Mapear as localidades de acordo com o público que se deseja atingir é um ato necessário para                       alcançar assertivamente o resultado esperado.

      – A filtragem na elaboração de conteúdos para os segmentos específicos é um truque de mestre. 

      – Atualização dos conteúdos, principalmente em painéis interativos, deve ser feita como prioridade!

      – Observar a legislação do seu estado/país é um ponto importante.

      – Não fique de fora da tecnologia! Modernizar é estar a um passo à frente do mercado!

Acompanhe a ABOOH (Associação Brasileira de Mídia Out Of Home), para estar por dentro das novidades do mercado.

  • Por Maili Rodrigues

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